domingo, fevereiro 26

02. a companhia

Em todos estes anos, sempre pensei em ter filhos, ser pai, ensinar-lhes tudo o que sei, em fazer o melhor que sei e mesmo o que não sei. Mas para isso seria necessário uma companheira, e tendo o feitio que tenho, as esperanças não eram muitas... Depois de várias aventuras de adolescente, de ter estado a 2 meses de me casar e já com casa comprada à mais de 1 ano, nunca conheci ninguém que podesse sequer imaginar em passar a minha vida com. Conheci pessoas completamente longe do que sempre sonhei como 'mulher', outras interessantes, mas o meu preconceito era maior e desisti de alguns sonhos, o que vale é que posso considerar uma dessas 'mulheres' como a minha melhor amiga e sinto-me privilegiado em a ter como amiga.

Num dia igual a tantos outros encontrei num café simpático uma rapariga simpática e extremamente bonita. Fui uma segunda vez ao dito café para tentar dar-me a conhecer mas não tive sequer coragem de abrir a boca... Então passados alguns dias e já com as esperanças de a poder conhecer melhor terem ido por água abaixo, fui chamado para reparar um computador, e não é que ela também trabalhava lá! Era muita sorte junta, mas não deixei a oportunidade fugir e fiz o que soube para me aproximar, e no final até a convidei para um almoço a dois, o qual levei um redondo 'não creio que seja uma boa ideia'! Bolas, fiquei um pouco em baixo, mas disse para mim: tentei o que podia, não vou ficar chateado por isso, e continuei da mesma maneira. Acabei o serviço que tinha ido fazer e fui-me embora. No caminho para casa recebo uma chamada: "mudei de ideias, se quiseres ainda ir almoçar..."

Há quem tenha sorte, e até muita sorte, mas nesse dia, bati todos eles aos pontos :)
Levei-a a almoçar e não posso dizer que estive muito bem, mas a verdade é que depois de a levar a casa, ela não se importou de sair uma vez mais...
Dali até começar-mos a namorar foi um tiro. Ela era tudo o que sempre quiz, brincalhona, bonita, adorável, compreensiva e além de tudo, amiga.
Depois de falarmos e eu descobrir que a vontade de estar em Portugal era tanta como a minha, expliquei-lhe a minha ideia a qual concordou prontamente. E foi então que a ideia de tentar uma melhor vida fora de Portugal passou de ideia a realidade.

Antes de partimos e por gostarmos tanto da companhia um do outro, decidimos dar o nó, apenas através do registo civil e que apenas contou com as testemunhas e os país dela. Foi engraçado e até hoje, orgulho-me do momento.